Centenário da Filosofia das formas simbólicas: atualidade e possibilidades da crítica cassireriana da cultura
A Filosofia das formas simbólicas (1923, 1925 e 1929) foi atualíssima em seu tempo. Nas páginas de Cassirer encontramos sempre referências das últimas publicações e das mais relevantes de cada campo do saber de que o filósofo trata. Tão notável quanto isso é que na prosa de Cassirer se misturam uma incomum capacidade de articulação de áreas tão distintas do saber por um fio condutor metódico bastante resistente e versátil com uma não menos notável clareza expositiva. O resultado disso foi um programa filosófico rico em potencialidades, capaz como poucos de dialogar com diferentes campos do saber e contribuir efetivamente com cada um deles de maneira indelével. Mas: o que permanece atual nesse programa? Suas possibilidades já foram todas exauridas?